Este é um número razoável para a maioria das pessoas.
Parece indicar o fim da tolerância para alguns;
o início de alguma coisa para a qual é preciso reunir forças;
um certo exagero para compromissos importantes no mesmo dia ou para uma gravidez;
o tempo necessário para que se saiba se você é bom ou capaz suficiente para continuar em um emprego ou atividade qualquer;
as batidas na madeira para espantar coisas negativas;
quantas vezes repetir uma reza para se proteger;
quantas chances é preciso dar a alguém para que reveja suas atitudes;
Há tantas crendices e costumes que acolheram esse número e, às vezes, é tão levado a sério...
Nesses últimos três anos, minha vida mudou drasticamente. Eu não conseguiria imaginar que estaria aqui, escrevendo de outra cidade que não a minha, fora da casa dos meus pais, fazendo um curso que, desde o terceiro colegial, eu achava que não tinha a ver comigo, tendo que cuidar da minha vida com pouco que resta entre faculdade e trabalho, descansar e viajar de vez em quando para casa.
Não apenas 3 anos, mas 1096 dias, 26304 horas, 1578240 minutos.
Quantas vezes, então, seriam suficientes para qualquer coisa na vida? Três?
Eu faria assim: multiplicaria o número pessoas com quem cruzei na vida, mesmo que nunca tivesse trocado palavras, pelo número de ideias que tive e desisti. Eu não sei o número exato, mas sei que é um número enorme. Por isso, tenho direito de fazer tudo dar certo quantas vezes eu quiser.
E que não haja número possível para quantificar o quanto podemos conseguir, quantas vezes teremos que recomeçar e quantos motivos teremos para ser feliz.