quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Dinâmicas e fugas

Então é assim:

Um dia você é expulso de uma redoma de carne e sangue quente.
É uma questão de tempo para que você se condicione ao novo ambiente.
É nato acostumar-se. Por isso, é preciso acostumar-se a reagir, o que é paradoxal.
Já há muita inércia inerente à matéria morta. E ela só reage segundo Newton.

Preciso agir.

domingo, 1 de novembro de 2009

Três

Este é um número razoável para a maioria das pessoas.
Parece indicar o fim da tolerância para alguns;
o início de alguma coisa para a qual é preciso reunir forças;
um certo exagero para compromissos importantes no mesmo dia ou para uma gravidez;
o tempo necessário para que se saiba se você é bom ou capaz suficiente para continuar em um emprego ou atividade qualquer;
as batidas na madeira para espantar coisas negativas;
quantas vezes repetir uma reza para se proteger;
quantas chances é preciso dar a alguém para que reveja suas atitudes;

Há tantas crendices e costumes que acolheram esse número e, às vezes, é tão levado a sério...

Nesses últimos três anos, minha vida mudou drasticamente. Eu não conseguiria imaginar que estaria aqui, escrevendo de outra cidade que não a minha, fora da casa dos meus pais, fazendo um curso que, desde o terceiro colegial, eu achava que não tinha a ver comigo, tendo que cuidar da minha vida com pouco que resta entre faculdade e trabalho, descansar e viajar de vez em quando para casa.
Não apenas 3 anos, mas 1096 dias, 26304 horas, 1578240 minutos.

Quantas vezes, então, seriam suficientes para qualquer coisa na vida? Três?
Eu faria assim: multiplicaria o número pessoas com quem cruzei na vida, mesmo que nunca tivesse trocado palavras, pelo número de ideias que tive e desisti. Eu não sei o número exato, mas sei que é um número enorme. Por isso, tenho direito de fazer tudo dar certo quantas vezes eu quiser.

E que não haja número possível para quantificar o quanto podemos conseguir, quantas vezes teremos que recomeçar e quantos motivos teremos para ser feliz.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mantra positivo

Poucas coisas vão me tirar do eixo, de hoje
Muitas me farão sorrir. Nada vai me deixar
com vontade de usar pijamas velhos
eternamente com o sol raiando do
lado de fora e o futuro cada
vez mais presente.

(mais uma tentativa)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Expresso post

Como sempre, demoro muito a atualizar ou proferir algo de bom (ou não) aqui.

Pelo menos, é menos público (ou mais privado?) que o Twitter (o qual também tenho dizeres escassos), e acho que posso ser mais autêntica.

Venho desconstruindo muitas coisas ao longo destes quase 2 anos egressa do grande ABC.
Ando do avesso, como se estivesse forjando novos valores e me destituindo de coisas antigas, sonhos amassados, crenças vazias, hábitos amenos.

Ultimamente tenho pensado sempre que o que escrevo é desnecessário. Talvez eu esteja anulando minhas polaridades. Quem sabe o meu ego e o meu superego tenham deliberado não questionar mais nada e apenas observar pela vidraça o mundo circunvizinho ao meu corpo.

Só que eu preciso sair da inércia, preciso resgatar certos prazeres e algumas coisas que me faziam tão bem e hoje já não sei por onde ficaram.

Realmente, havia um desejo de minha parte de que isso fosse só uma fase; mas já está se tornando uma era.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Plageando Rolling Stones...

Estava ouvindo She's so Cold agora e reparei que os riffs de guitarra lembram muito uma música da Legião... ou seria o contrário?

A segunda é mais provável, então, acho que não tinha só Smiths, Joy Division e mais alguma banda deprê no meio do balaio psico-musical do trio Russo-Villa Lobos-Bonfá.

Rá!

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Amanda Cordeiro